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A Tecnologia que Invade nossos Corpos

Imagine um alienígena criando uma cópia perfeita sua e tomando seu lugar. Esta ideia surgiu em um livro e gerou um filme  chamado Invasion of  the Body Snatchers / Invasores de Corpos , que já teve três versões nos últimos 50 anos. Na história uma espécie de outro planeta em forma de planta domina silenciosamente a Terra. Enquanto as pessoas dormem o alienígena se conecta aos corpos inertes, gera uma forma idêntica  e no dia seguinte assume sua identidade. Na vida real parece que vivemos algo parecido: estamos sendo virtualizados e invadidos pela tecnologia. No toque dos dedos, nos olhos, reconhecimento de voz,  atendentes virtuais, na correção de texto, no controle de nossas agendas. Tudo passa a ser digital, memória, expressões, relacionamentos. Um smartphone já  assume quase tudo por nós; câmeras, agendas, contatos, listas,  alarmes, dicionários, mapas, fora  dezenas de aplicativos  que requisitam cada vez  mais ...

Imagens, Memória e a era do Euspetáculo

Desde o tempo das cavernas as imagens nas paredes sempre nos quiseram dizer coisas. A fotografia foi uma evolução natural de capturar momentos e significados.  Antigamente índios evitavam ser fotografadas para que não roubassem suas almas. A  intenção das fotos sempre foi mesma a de parar o tempo,  revelar emoções e registrar uma faísca de vida, de sentimentos, pessoas ou acontecimentos. Junto com as câmeras e equipamentos evoluímos para cores e movimentos.  O cinema nunca deixou de ser uma projeção acelerada de fotogramas, e agora filmamos com facilidade e rapidez. Das revelações em chapa, filmes e polaroides, chegamos à era digital dos celulares e instantâneos na rede social via instagram e outros. Filmamos tudo, fotografamos tudo. Se antes vivíamos os acontecimentos e depois os guardávamos e os revivíamos em álbuns, agora ultrapassamos isso. Vivemos e fotografamos o momento, no mesmo instante.  Ou até...

O ZEN E A ARTE DO INSTAGRAM

Quer seguir os olhos de alguém? Então procure no Instagram. Alguns também podem gostar de suas imagens e pedir um espaço na sua janela. Numa realidade cada vez mais digital e conectada aí está um espaço livre de descoberta e troca. Apesar do tamanho e da forma quadrada suas imagens passam movimento, vida, cores. Em segundos você pode descobrir fotografias e pessoas de todas as partes do planeta. Viajar na pequena tela, comentar e receber comentários.  É a chance de mostrar aos outros sua forma de ver o mundo e também descobrir um pouco outros olhares, outros mundos. Com a facilidade de recursos de tratamento de imagens e efeitos, encontramos de tudo, desde figuras com cores berrantes ou esmaecidas, efeitos retrô, aquarela, psicodélicos ou hipercoloridos, enfim, todos os estilos.  É muito fácil dar um toque especial a imagens comuns, cultivar o sonho.  Isto nos remete ainda mais a um mundo imaginário, ideal. Todos ali se sentem mais artista...

O Sonho Doido do Google

Humano - Como você se chama? Google -  Google. Humano -  Nunca imaginei que um dia poderia encarar o Google e  ainda falar com ele! Google -  Como assim? Sempre estive aqui, desde o início.  Você é o quê? Humano -  Eu sou um humano. Google -  Ah,  você  é o tal de usuário. Humano -  Não, eu sou um homem.  Google -  Ah, tá, humanos. Ouço falar muito de vocês. Humano -  Quê isso? Nós somos reais. Você nunca viu um? Google -  Claro que não. Vocês não existem. São animações. Humano -  E porque eu estou aqui falando com você? Google -  Você é uma representação virtual de uma coisa. Humano -  Mas eu sou humano. Google -  E e eu sou o Google. Humano -  Você não vê que somos bilhões de humanos... Google -  Eh, vocês são muitos mesmos, parecem uma praga virtual, um vírus. Humano -  Pois é, somos e pegamos vírus de verdade com vento e frio em um mundo real de...

Cidades Pequenas e o Marketing da Simplicidade

Falamos de qualidade de vida e acabamos aceitando tanta coisa que às vezes o contraste nos dá um choque. Tive a oportunidade de viajar para uma cidade do sul do Brasil por alguns dias e acabei constatando como pequenos detalhes podem fazer grande diferença, mesmo em nosso país. São exemplos simples de uma lição de marketing e cidadania: Descobrir uma cidade sem engarrafamentos e sem barulho excessivo nas ruas. Andar pelas calçadas e ver os carros pararem espontaneamente na faixa de pedestres sem a necessidade de sinal; Olhar para os lados e só ver ambientes limpos, ruas bem asfaltadas e sinalizadas; Ver ambientes com adaptação para pessoas com deficiência; Ser muito bem atendido nas maioria dos lugares com simpatia e atenção sem sentir a insistência em comprar ou consumir; Caminhar tranquilo nas ruas sem se preocupar com segurança; Não ver grandes níveis de diferença social; Encontrar banheiros públicos disponíveis e limpos; Encontrar ofertas  de transporte gratuito...

Por que o Currículo é Vital?

Se o currículo é vital, muito cuidado com o que você escreve sobre você mesmo (a). Tem coisas que não cabem  em uma folha de papel. Estão de forma sutil em um jeito, num olhar, numa forma de perceber e lidar com as coisas que não se ensina ou se aprende de forma fácil. Ser verdadeiro é ser e estar inteiro numa coisa. Para isso nunca existe meio termo. Portanto desconfie do que te empurram, do que te prescrevem, do que te determinam, do que te exigem.  Pense mais no que você quer do que naquilo que os outros esperam. O maior valor seu será sempre não o que você cursou ou onde esteve mas,  mas sim o que você é neste exato momento.  A maneira como você reage ao mundo não mente. Saber o que você é determina melhor que qualquer foto  a imagem que vale mais no curriculum vitae. Na história de muita gente sempre o mais árduo foi encontrar a própria cara neste buraco de identidade que é nosso próprio eu. Ser verdadeiro e lutar por i...

Sobre Escrever para Web

De um teclado, do laptop, ipod ou celular, você está digitando solitariamente. Você não tem ideia de quantas pessoas vão ler o seu texto.  Ao contrário de colunistas de jornais e revistas, jornalistas ou escritores conhecidos, você não tem garantido um número grande de leitores.  Como muitos outros, ainda depende de uma boa repercussão para se espalhar nas mídias sociais e ser bem lido, para aumentar ou manter o seu alcance de audiência comum.  Independente do que você se propôs a escrever,  é como se entrasse numa espécie de ringue, e em cada palavra, frase e parágrafo tivesse que brigar por seu público. É até o caso de se sentir meio que um estranho subindo num palco e tentando chamar a atenção de alguém ou dizer alguma coisa de valor.  Você tem que ser sincero e direto, envolvente e original, arriscar, encarar o vazio. Como se lutasse contra um adversário invisível de quem você não pode p rever os movimentos e as reações, e cegam...