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OS QUATRO SENTIDOS DA CRIACAO


Todos que trabalham com criação, imagem e/ou texto, sabem que uma da coisas fundamentais do processo é fazer, refazer, fazer e fazer de novo.

Este processo mexe tanto com o nosso lado humano, quanto instintivo, animal.

Insistimos e continuamos produzindo, Às vezes contra tudo e todos,  autocríticas, desestímulos, obstáculos, contra o próprio tempo.

Por isso é importante estarmos conscientes dos quatro sentidos fundamentais que alimentam esta energia criativa :

Olho nos olhos.

As visões de cada pessoa são diferentes e cada olhar é único.  Mas é muito importante ampliar nossa capacidade de visão, análise e contexto.

Temos de perceber os  instantes como fotógrafos, captar os movimentos como cineastas, entender as cores e emoções como artistas.

Temos que  recompor e organizar realidades, extrair o que há de melhor em uma cena.

Pratique o olhar do viajante, de quem sempre descobre algo novo, ou veja com olhos de criança, que vê magia nas pequenas coisas.

O saber olhar nos permite sempre aprender alguma coisa.

Em Mãos.

Coisas e acontecimentos também são feitas para se tocar. Temos que nos apropriar delas e deles em forma e conteúdo.  A força, volume, a proporção, a energia de um gesto.

A mão que afaga, que acena, que cumprimenta, que se despede.

Tocamos o mundo o tempo todo e não sabemos o quanto as mãos estão próximas do que vivemos.

Toque mais, alise, abrace, pegue, sinta a textura, o tato. Envolva-se.

Pelos Ouvidos.

Gostamos tanto de música e quantas vezes não prestamos atenção nos sons do mundo. A chuva, os o pássaros, o vento, os outros, a respiração, o choro, o grito de alegria.

Parar e sentir o ruído de tudo que nos cerca nos faz mais inteiros, como parte de alguma coisa maior.
Escute com calma, preste atenção no que os outros dizem, indo lá no fundo de cada palavra.

E claro, escute também a si mesmo. Cante no banheiro e fora dele, leia em voz alta, fale sozinho.

No Coração.

O que seria das coisas sem paixão, emoção? Apaixone-se mais,  por ideias, pessoas, uma foto, uma melodia, um quadro, uma cidade, uma rua ou casa. Abra o coração, faça espaço.

Cometa o excesso de ir ao limite, de se equilibrar até na ponta do abismo e  poder ver um pouco do que há do outro lado. Troque o menos por mais. Erros e enganos dirão o caminho certo, chova ou faça sol, calor ou frio.

Lá no fundo a intuição sempre tem uma resposta para nossas dúvidas.


Crie. Recrie. 
Seja múltiplo, multiplique-se, doe-se, esqueça e relembre, faça e refaça.

Nascemos em branco e temos toda a vida para podermos nos reescrever, recriar  e reconstruir milhares de vezes.


publicado também no pontomarketing


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