Pular para o conteúdo principal

Curtir e Compartilhar Não é Dialogar


Neste momento eu poderia estar curtindo diversas fotos ou compartilhando vários links e me sentindo super ativo e presente nas redes sociais. Mas esta agitação toda pode ser apenas muito barulho por nada.

A interação de curtir e compartilhar já  virou algo ralo e superficial, que atende mais a interesses comerciais e estatísticos do que outra coisa.

Se for mesmo o caso, pense em iniciar um diálogo, conversar, trocar ideias e emoções. Vá a fundo,  chame a pessoa para conversar ou pesquise o assunto, descubra a fonte, descubra origem e autor(es). Discuta com aqueles que se interessarem também.

Não é assim na vida real, quando temos um encontro marcante quando um assunto, livro, filme ou evento nos empolga? É como se parássemos o tempo e mergulhássemos de cabeça e coração num novo universo. Neste caso nem percebemos o tempo passar.

Aí reside o melhor da vida, a intensidade de um acontecimento, o efeito de uma palavra, de um conselho, uma confissão, uma dúvida. Com uma pessoa ou mais, com amigos e familiares.

O que vale é a interação real.  E isso é diálogo entre duas partes, algo que numa era digital de tanta comunicação, as pessoas parecem esquecer de praticar mais.  Parece uma contradição mas quanto mais perto podermos estar de qualquer pessoa por vídeo, web ou celular,  às vezes fica mais gritante a dificuldade de ouvir, entender e respeitar a opinião do outro.

Ao contrário do que vemos muito por aí, grandes filósofos e pensadores de todas as épocas, não estariam discursando  egocentricamente em vídeos, textos, sites ou programas de tevê que mais parecem comunicação de uma única via.

Eles estariam sim nas praças, nas salas de aula, conversando, provocando debates, ouvindo opiniões e respostas de suas perguntas.  Pois em milhares de anos, foi assim que progredimos em ciência e conhecimento, na busca do novo, na pesquisa, na tentativa e erro.

A vida real acontece na rua e não nos playgrounds da vida, muito menos nas telas vivas e otimistas  das redes e mídias sociais.

Não basta curtir e compartilhar. A vida digital precisa ganhar mais corpo, sangue e alma, para ser mesmo renovadora e transformadora.

@robertotostes

Postagens mais visitadas deste blog

Novo Projeto - Jogo com Aventura e Ecologia

Olá amigos e amigas,

Após 18 meses de desenvolvimento, Sobrevivência na Amazônia - está na fase final de desenvolvimento. É um projeto independente de boardgame que procura combinar aventura e ecologia. Ele será lançado em financiamento coletivo - em breve. Na página dele serão dadas notícias e informações do andamento do projeto. O vídeo de lançamento dá uma ideia do conceito geral. Conto com o apoio de todos para divulgar e compartilhar!



#boardgame #amazonia #ecologia

Escritores na Era Digital - Quem somos e para onde vamos?

Caros amigos(as) Estou realizando uma pesquisa sobre o "Escritor(a) na Era Digital". Elaborei algumas perguntas e um questionário na web (via Google Docs). A pesquisa tem como objetivo levantar informações sobre: ser escritor(a), rotinas de escrita e leitura, meios de publicação, divulgação e presença na web. Espero com as respostas poder fazer um quadro de como os escritores/escritores estão se posicionando/adaptando neste momento de tantas transformações. Conto com seu apoio e participação

Segue o link:
http://goo.gl/forms/0JTYDWOAzPTl6Cjj2

Qualquer dúvida falem comigo:


att

Roberto Tostes

Quando pessoas viram marcas e marcas viram pessoas

Vivemos em uma época em que cada vez mais marcas querem parecer humanas e pessoas querem se tornar tão fortes quanto marcas. Isso não deixa de trazer uma certa contradição. Empresas e corporações nunca terão a imagem espontânea de pessoas de verdade. E pessoas, mesmo famosas e conhecidas, podem cair em armadilhas quando se preocupam demais com marketing, público-alvo e poder de vendas. Quando foram criadas, muitas marcas nasceram da iniciativa individual de empreendedores que construíram negócios como Ford, Hewlett-Packard (HP), Ferrari, Johnson, Granado (Brasil) e outras pessoas. Depois do auge da era industrial, as fábricas passaram a entrar em um processo mecanizado, produção em série, grandes unidades e produção em massa. As marcas modernas substituíram as antigas relações diretas entre o artesão e o consumidor, da loja ou do armazém da esquina. Para conquistar e fidelizar essa massa de consumidores vieram os recursos de marketing, design e publicidade. Os anos 50 mostram bem isso…