Escrever e publicar algo é como abraçar folhas em branco. Tentamos nos colocar inteiros ali e realmente passar algo. Para escrever muitas vezes abrimos nossos baús, malas e caixas, soltando fantasmas e correndo atrás deles para entender seus significados. Ou são nossas memórias e angústias que nos assombram querendo ser ouvidas, entendidas e decifradas. Nem todos conseguem enfrentar e superar bem este processo. Mas enfrentá-lo e transformá-lo em algo novo pode ser uma experiência renovadora, mesmo com toda dor, enfrentamento, dúvida ou desespero. O que pode ser gerado sempre terá valor, irá criar seu caminho e sua vida própria, independente do autor. Este é o desafio da arte e de todos criadores. Só tomamos conta até certo ponto. E nunca sabemos exatamente o resultado final. E mais, você pode vivenciar este processo de perto, através de um amigo ou amiga, companheiro ou companheira, e acompanhar muito de perto este processo. Pode respingar tinta...
Escritor e Criador de Jogos de Tabuleiro