Pular para o conteúdo principal

In-Felicidade Virtual


Não dá para  adivinhar  um bom futuro com tanta gente agindo como se corresse para lugar nenhum. Muita pressa e pouco foco.

Perguntamos sobre tudo ao google em texto, imagens e vídeos mas parece que sabemos cada vez menos sobre as coisas mais comuns.

Com nossa memória facebook  mal curtimos ou compartilhamos algo e já vamos atrás de outra coisa. Sem falar nas centenas de amizades que na prática pouco significam.

Com nossa urgência de twitter corremos atrás de mais novidades e novas noticias sempre exigindo uma internet ainda mais rápida. Os sonhos de consumo são computadores e smartphones que possam executar mais tarefas por nós.

Fotografamos tudo porque que não olhamos mais nada direito. Mas gostamos de retocar nossa imagem no photoshop ou aplicar efeitos no instagram.

Nas redes sociais compartilhamos sucesso e elogios. Pouca gente se mostra triste ou infeliz. Não cai bem. Como se fugíssemos da realidade comum, do equívoco, da repetição, do tédio.

Nunca fomos tão bem sucedidos, lindos e originais, como nas redes sociais. Com nossa angústia e fome de aparecer filmamos tudo o que for possível para poder colocar na web em busca de milhares de views, downloads ou comentários.

A tecnologia sem fio está nos prendendo numa ratoeira digital.  É a pressão e o excitamento deste circo acelerado que nunca para mas pouco acrescenta de verdade

Nos tempos atuais o que vemos mais é muita ansiedade e pouco sonho.  Muita fala solta e pouca ação.
É viral:  estamos nos tornando algo indefinido que cada vez menos parece o que realmente somos -  ou que poderíamos ser.

Nos tempos atuais desconectar e largar um celular sem culpa – mesmo que por um tempo - já é uma luta, uma dor, um esforço absurdo para vencer um vício visceral.

Mas quem insiste vê a vontade passar e os sentidos e emoções voltarem a aparecer. Tudo parece funcionar melhor, sem drogas ou aditivos.

Conectar com o que realmente importa e descobrir quem é você: isto nenhum aplicativo ou sistema vai fazer por você.

@robertotostes

Postagens mais visitadas deste blog

Novo Projeto - Jogo com Aventura e Ecologia

Olá amigos e amigas,

Após 18 meses de desenvolvimento, Sobrevivência na Amazônia - está na fase final de desenvolvimento. É um projeto independente de boardgame que procura combinar aventura e ecologia. Ele será lançado em financiamento coletivo - em breve. Na página dele serão dadas notícias e informações do andamento do projeto. O vídeo de lançamento dá uma ideia do conceito geral. Conto com o apoio de todos para divulgar e compartilhar!



#boardgame #amazonia #ecologia

Escritores na Era Digital - Quem somos e para onde vamos?

Caros amigos(as) Estou realizando uma pesquisa sobre o "Escritor(a) na Era Digital". Elaborei algumas perguntas e um questionário na web (via Google Docs). A pesquisa tem como objetivo levantar informações sobre: ser escritor(a), rotinas de escrita e leitura, meios de publicação, divulgação e presença na web. Espero com as respostas poder fazer um quadro de como os escritores/escritores estão se posicionando/adaptando neste momento de tantas transformações. Conto com seu apoio e participação

Segue o link:
http://goo.gl/forms/0JTYDWOAzPTl6Cjj2

Qualquer dúvida falem comigo:


att

Roberto Tostes

Quando pessoas viram marcas e marcas viram pessoas

Vivemos em uma época em que cada vez mais marcas querem parecer humanas e pessoas querem se tornar tão fortes quanto marcas. Isso não deixa de trazer uma certa contradição. Empresas e corporações nunca terão a imagem espontânea de pessoas de verdade. E pessoas, mesmo famosas e conhecidas, podem cair em armadilhas quando se preocupam demais com marketing, público-alvo e poder de vendas. Quando foram criadas, muitas marcas nasceram da iniciativa individual de empreendedores que construíram negócios como Ford, Hewlett-Packard (HP), Ferrari, Johnson, Granado (Brasil) e outras pessoas. Depois do auge da era industrial, as fábricas passaram a entrar em um processo mecanizado, produção em série, grandes unidades e produção em massa. As marcas modernas substituíram as antigas relações diretas entre o artesão e o consumidor, da loja ou do armazém da esquina. Para conquistar e fidelizar essa massa de consumidores vieram os recursos de marketing, design e publicidade. Os anos 50 mostram bem isso…