Pular para o conteúdo principal

Dicas para Escrever e Blogar


Escrever, blogar, criar e manter um blog, pequeno ou grande é uma batalha. Pede atenção constante, tempo e uma energia a mais que você tem que buscar em algum lugar.  Você vai se apaixonar pela coisa mas também pode se desesperar.

A internet é viva e dinâmica, e perceber as respostas e interações de quem reage de alguma forma ao que você escreve pode dar uma adrenalina danada.  Isso acaba te estimulando a querer mais, fazer e gerar novas coisas.

Só que essa corrida está muito mais para maratona do que uma corrida curta e rápida. O resultado vem de muita perseverança e demora a aparecer.
Para quem quer topar essa aventura e risco, seguem algumas dicas:

1. Ache seu espaço 
Nunca tivemos tanta oportunidade para nos expressar e opinar. Faça seu blog, colabore para algum já existente, comente artigos e notícias, escreva direto nas redes sociais. Seja no Face, Google Plus, Linkedin ou até no Twitter você tem espaço para expressar suas ideias e divulgar textos e criações.
Exercite sua criatividade, se organize e produza mais.

2. Crie sua identidade
Criar é fazer, fazer é criar. Faça a máquina girar. Saiba manter a frequência e abordar temas legais sem deixar cair a qualidade. Mas principalmente, encontre seu estilo, sua voz. Não copie nem siga fórmulas. Um bom texto não tem tempo nem prazo. Escreva e reescreva quantas vezes for necessário, buscando sempre o melhor. Peça opiniões, compartilhe dúvidas. Seja crítico, não tenha medo de abandonar ideias e textos que não funcionaram. E continue produzindo, sempre.

3.  Use filtros de informação
Você não vai conseguir ler e aprender tudo. Você vai conviver muito com palavras e ideias, suas e dos outros. É bom ter cuidado também para não entrar num overdose de informação, que te dá um pique de querer ler, pesquisar e saber mais coisa e não acaba nunca, deixando seu cérebro meio que ansioso como uma droga que vai te consumir.

Assine lista de e-mails, sempre pesquise novos autores e blogs. Busque a fonte original, leia em mais de uma língua.  Use ferramentas para organizar e filtrar sua leitura, seus canais preferidos, seus autores e suas fontes de referência. Desta forma você ganha tempo e qualidade.

4. Forme sua rede
Não basta encontrar e acumular amigos e contatos no Face ou em qualquer outra rede. É trabalho constante, de conhecer, perguntar, responder, trocar, descobrir gente nova. De pessoa em pessoa você deve construir conexões personalizadas e que tem a ver com seu perfil e proposta.
É sempre uma interação, acompanhe o que as pessoas estão lendo, comentando. Valorize também o que outros fazem e produzem. Estude as estratégias de quem você admira e reconhece valor. Compartilhe experiências, divida o conhecimento. O que vai contar no final não é o número mas a qualidade e receptividade da rede que você montou e escolheu. Ao interagir com ela você pode estendê-la e aperfeiçoá-la, incluindo novos contatos.

5. Saiba planejar e divulgar
Uma rede pode ser acionada de diversas formas, pelas redes, por interações, mensagens, debates, vídeos, documentos e outros recursos de comunicação.  E ser trabalhada por segmentos, relações profissionais, pessoais, temas ou assuntos de interesse, conforme cada caso ou necessidade
Na divulgação podemos usar vários tipos de mídias a partir do mesmo conteúdo. Da mesma ideia você pode gerar um texto, um vídeo, um infográfico, um slide show ou outros meios digitais. De alguma forma uma coisa se interliga com a outra e reforça o impacto geral da comunicação.
Isso é bom para trabalhar canais e públicos diferentes com o mesmo conteúdo básico.
Controle os acessos e reações de todas suas ações. Use encurtadores de link como o novo do google (goo.gl) que permite controlar o número de visitas  e origem de tráfego.
Teste horários, canais e redes diferentes. Nunca use sempre a mesma estratégia, tente coisas novas para divulgar e mobilizar pessoas.
Nunca seja insistente demais nem repetitivo.  Na internet tudo é feito de ciclos, é preciso saber começar uma ação e terminá-la no tempo certo. Avaliar e reciclar estratégias também são fundamentais.

Blogar é como escrever. Um processo de aprendizado, prática e evolução que não tem fim.
Vale o caminho, o esforço e as surpresas que a gente encontra pela estrada.

@robertotostes

Postagens mais visitadas deste blog

Novo Projeto - Jogo com Aventura e Ecologia

Olá amigos e amigas,

Após 18 meses de desenvolvimento, Sobrevivência na Amazônia - está na fase final de desenvolvimento. É um projeto independente de boardgame que procura combinar aventura e ecologia. Ele será lançado em financiamento coletivo - em breve. Na página dele serão dadas notícias e informações do andamento do projeto. O vídeo de lançamento dá uma ideia do conceito geral. Conto com o apoio de todos para divulgar e compartilhar!



#boardgame #amazonia #ecologia

Escritores na Era Digital - Quem somos e para onde vamos?

Caros amigos(as) Estou realizando uma pesquisa sobre o "Escritor(a) na Era Digital". Elaborei algumas perguntas e um questionário na web (via Google Docs). A pesquisa tem como objetivo levantar informações sobre: ser escritor(a), rotinas de escrita e leitura, meios de publicação, divulgação e presença na web. Espero com as respostas poder fazer um quadro de como os escritores/escritores estão se posicionando/adaptando neste momento de tantas transformações. Conto com seu apoio e participação

Segue o link:
http://goo.gl/forms/0JTYDWOAzPTl6Cjj2

Qualquer dúvida falem comigo:


att

Roberto Tostes

Quando pessoas viram marcas e marcas viram pessoas

Vivemos em uma época em que cada vez mais marcas querem parecer humanas e pessoas querem se tornar tão fortes quanto marcas. Isso não deixa de trazer uma certa contradição. Empresas e corporações nunca terão a imagem espontânea de pessoas de verdade. E pessoas, mesmo famosas e conhecidas, podem cair em armadilhas quando se preocupam demais com marketing, público-alvo e poder de vendas. Quando foram criadas, muitas marcas nasceram da iniciativa individual de empreendedores que construíram negócios como Ford, Hewlett-Packard (HP), Ferrari, Johnson, Granado (Brasil) e outras pessoas. Depois do auge da era industrial, as fábricas passaram a entrar em um processo mecanizado, produção em série, grandes unidades e produção em massa. As marcas modernas substituíram as antigas relações diretas entre o artesão e o consumidor, da loja ou do armazém da esquina. Para conquistar e fidelizar essa massa de consumidores vieram os recursos de marketing, design e publicidade. Os anos 50 mostram bem isso…